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publicado em 11 de dezembro de 2020

INTEGRAÇÃO LAVOURA PECUÁRIA: DA IMPLEMENTAÇÃO ATÉ A COLHEITA DOS RESULTADOS

INTEGRAÇÃO LAVOURA PECUÁRIA: DA IMPLEMENTAÇÃO ATÉ A COLHEITA DOS RESULTADOS

O sistema de produção de pecuária de corte tem se reinventado. A área de pastagem em território nacional recua ao mesmo tempo em que a produtividade aumenta, ou seja, produzimos mais carne com menos área.

Em 1990 o Brasil contava com cerca de 190 milhões de hectares de pasto, e produzia pouco mais do que 1,5 @/ha/ano e em 2018 a área ocupada passou a ser 163 milhões de hectares e a produtividade 4,5 @/ha/ano.

Estes números ilustram o fato de que a pecuária como atividade está se transformando. A busca por um lucro sustentável é crescente. E quando falamos em sustentabilidade, é em seu real significado, que vem do desenvolvimento sustentável, aquele que atende as necessidades das gerações presentes, nos quesitos econômico, social e ambiental, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprirem suas próprias necessidades, ou no caso, lucrarem com responsabilidade.

A Integração Lavoura Pecuária (ILP) é uma prática que anda em conjunto com o lucro sustentável, já que possibilita o aumento da produtividade e da renda na fazenda, ao mesmo tempo que atua na recuperação de áreas degradadas, diversificação dos sistemas de produção, intensificação do uso da terra, quebra do ciclo de pragas e doenças e eficiência no uso de insumos, mão de obra e
recursos.
Dentre os diversos arranjos e modalidades de ILP, o empresário rural precisa escolher aquele que melhor se adequa à sua realidade. Pensando nisso, nós do Canivete Nutripura traremos uma série de artigos sobre estas modalidades, suas aplicações, peculiaridades e indicações. Daremos início pelo básico, com o foco na identificação do que o produtor rural já tem em mãos.

Integração Lavoura Pecuária: Por onde começo?

Para o empresário rural de primeira viagem com a ILP, o empreendimento tem início ao olhar para dentro da porteira e para a região da fazenda, com objetivo de inventariar o que tem de maquinário, de mão de obra, de assistência técnica disponível e se o objetivo da integração é para a alimentação do gado, comercialização dos grãos ou simplesmente recuperação da área.

Qual safra escolher para fazer o consórcio?

Ao ter estas informações em mãos, está na hora de olhar para qual safra vai realizar o consórcio. Se optar pela primeira safra, no período das águas, devido às condições favoráveis de crescimento, teremos mais matéria seca e maior capacidade de lotação para os animais. Já na segunda safra, a oferta de matéria seca será menor, porém o uso da área será mais intensivo.

Quanto tempo cada componente deve passar no sistema?

Escolhida a safra, está na hora da definição do período de tempo que cada componente da integração vai passar no sistema. Por exemplo, a integração pode ser feita todos os anos, ou então durante três anos para recuperar a área, ou intercalada em talhões diferentes da fazenda, em períodos de tempo diferentes.

Semeadura do capim: junto ou separado do grão?

Na hora de semear a forrageira na ILP existe a possibilidade de semear junto com o grão ou então semear depois. Se a cultura escolhida apresenta um ritmo de crescimento mais lento, como a soja por exemplo, a recomendação é que a semeadura da forrageira seja feita após o grão. Agora, se o crescimento da cultura do grão é de rápido crescimento, como o milho, que sombreia rapidamente as entrelinhas, a forrageira pode ser semeada em conjunto, sendo ainda recomendada o uso de algum herbicida para diminuir a competição.

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    Pedro Silvestre de Lima

    Vivo a pecuária desde que nasci. Já fui monitor do curso Especialização em Nutrição de Ruminantes e Pastagens da ESALQ/USP durante dois anos e meio, trabalhei com consultoria técnica, empreendedorismo, mercado e inovação na pecuária de corte. Hoje atuo no fomento e disseminação de informações úteis e relevantes, com foco no lucro sustentável para o produtor rural.