|
Nas regiões tropicais, as plantas forrageiras caracterizam-se por um crescimento vigoroso no período das "águas", quando produzem cerca de 80% da produção anual de massa seca, alterando com o período seco do ano, quando a forrageira diminui ou paralisa seu acúmulo de massa (20% da produção anual). A esta alteração no ritmo de crescimento, conceitua-se estacionalidade de produção das plantas forrageiras. Nesse sentido, o planejamento da propriedade, tendo como objetivo adequar a oferta com a demanda de forragem é de grande importância para se obter sucesso nos programas de suplementação.
No período de inverno, pode-se ter dois cenários em relação a disponibilidade e qualidade da forragem. O primeiro deles, ocorre quando é realizado na propriedade o planejamento do recurso forrageiro, através do diferimento ("veda") de determinadas áreas da fazenda. Este, consiste em suspender a utilização de parte das áreas de pastagens durante determinado período de crescimento vegetativo, de modo a fornecer o acúmulo de forragem para os animais durante o período das "secas", com o objetivo, de amenizar os efeitos da estacionalidade de produção. No entanto, devido a esse período de "veda", a planta a ser consumida no inverno, apresenta estádio fisiológico avançado, determinando elevações nos teores de fibra (FDN maior que 70%) e queda nos valores de proteína (PB menor que 7%) e dos coeficientes de digestibilidade.(menor que 55%) da forragem, à medida que a planta se desenvolve. Assim, ocorrerá queda no consumo, e o pasto não atenderá às exigências nutricionais para mantença e produção animal. Este fato acarreta prejuízos no desempenho dos animais em pastejo, fazendo com que necessitem mais tempo para atingirem o peso ideal de abate, afetando a viabilidade econômica do processo de produção. Nesse cenário, apesar da menor disponibilidade de energia, a falta de proteína degradável no rúmem (PDR) é o fator mais limitante no consumo animal, digestibilidade da forragem e de desempenho (Kg PV/animal). O segundo cenário que pode existir no período de inverno, ocorre nas áreas onde o diferimento não foi realizado, e conseqüentemente não existe acúmulo de forragem. Nesse cenário, a qualidade da forrageira consumida é boa, pois a planta tem crescimento lento. No entanto a principal limitação é a quantidade de forragem disponível. Desse modo, se a lotação animal (animal/ha), for compatível com a disponibilidade de forragem (oferta de forragem adequada) o desempenho será satisfatório. Porém, se a lotação estiver acima da disponibilidade de forragem (baixa oferta de forragem) o desempenho será prejudicado.
Clientes:
• CONFINAMENTOS 2007 - CONFINAMENTO MT 9 (RONDONÓPOLIS-MT)
• Tourinhos NC no Programa de Suplementação NUTRIPURA
|
|