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Nas regiões tropicais, as plantas forrageiras caracterizam-se por um crescimento vigoroso no período das "águas", quando produzem cerca de 80% da produção anual de massa seca, alterando com o período seco do ano, quando a forrageira diminui ou paralisa seu acúmulo de massa (20% da produção anual). A esta alteração no ritmo de crescimento, conceitua-se estacionalidade de produção das plantas forrageiras. Nesse sentido, o planejamento da propriedade, tendo como objetivo adequar a oferta com a demanda de forragem é de grande importância para se obter sucesso nos programas de suplementação.
No período de verão (dez, jan e fev) as plantas forrageiras apresentam a máxima taxa de acúmulo de massa seca. Além disso, estas, se bem manejadas, apresentam boa qualidade nutricional, evidenciada pelos teores de proteína (9 a 11% de PB) e nutrientes digestíveis totais (NDT), em torno de 57 a 62%. Analisando esses valores, observa-se adequado valor de proteína, mas teores insuficientes de energia (NDT), quando o objetivo é obter ganho acima de 600 g/animal/dia. Desse modo, justifica-se a suplementação energética. No entanto, as pesquisas têm demonstrado que apesar dos bons valores de PB% das gramíneas tropicais, estas na maioria das vezes, não apresentam boa qualidade. Isso ocorre pois a maior parte da PB%, está na forma de N não protéico (NÑP) e N aderido a fibra (N-FDN e N-FDA), tendo estas, altas e baixas taxas de degradação, respectivamente, prejudicando o aproveitamento pelo animal. Desse modo, para um adequado balanceamento da dieta apresentada ao animal, proporcionando um melhor sincronismo entre proteína e energia, tem-se que atender tanto a demanda energética (quantitativa), como a demanda protéica (qualitativa).
Clientes:
• Tourinhos NC no Programa de Suplementação NUTRIPURA
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